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Alex Redano afirma que fim do termo de cooperação da Energisa com a Polícia tranquiliza a população

08/10/2019   20:15

 

Deputado explica que a empresa não pode acusar, investigar, julgar e condenar o consumidor

 

O presidente da CPI da Energisa, Alex Redano (PRB), durante reunião extraordinária, disse que a empresa distribuidora de energia elétrica não pode continuar usando poder de Polícia para prejudicar os consumidores de Rondônia. Ele também afirmou que a Recomendação Legislativa aprovada pelos membros da Comissão, impedindo que a empresa destine R$ 704 mil por ano para a Polícia Civil, tranquiliza a população, que está sendo prejudicada pelo valor das contas de consumo, considerados abusivos. 

 

Chegou ao conhecimento dos deputados que a Energisa mantinha uma espécie de convênio com a Polícia Civil, por isso a Comissão convidou o secretário de Segurança, coronel Hélio Cysneiros Pachá, e o diretor geral de Polícia Civil, delegado Samir Fouad, para participarem de reunião com os parlamentares. Foi deixado claro que tanto o delegado quanto o coronel compareceram à Assembleia Legislativa como convidados. 

 

Na reunião da Comissão foi confirmada a existência de um termo de cooperação técnica entre a Energisa e a Polícia Civil, de R$ 704 mil por ano. Ao término dos trabalhos, o diretor geral de Polícia Civil disse que a Recomendação Legislativa será acatada, suspendendo o termo. 

 

Alex Redano disse que o consumidor precisa ter direito ao contraditório, pois é inadmissível que a Energisa retire o medidor de consumo sem autorização, diga que o equipamento foi adulterado e depois ainda julgue qual o valor da multa a ser aplicada. O deputado explicou que toda investigação de furto deve ser conduzida pela Polícia, e a Justiça é que deve julgar qual penalidade deve ser aplicada. “Do jeito que está, a Energisa acusa e depois ainda dá a sentença”, afirmou. 

 

O parlamentar perguntou se existe inquérito contra a Energisa, e se a Polícia Civil, se for o caso, está preparada para indiciar funcionários da empresa fornecedora de energia elétrica. Ele citou que podem estar sendo supostamente cometidos crimes de denunciação caluniosa, pois a concessionária alega que o relógio foi adulterado; falsa perícia, se houver terceirização na aferição dos aparelhos; cobrança abusiva mediante coação; e ainda cortes sem aviso prévio. 

 

Depois disso Alex Redano leu alguns questionamentos apresentados a ele via aplicativo WhatsApp. Um deles citava que há ocorrência de que funcionários da Energisa quebraram um muro. Outro perguntava se a Polícia Civil ganhava por produtividade, e se as operações aconteciam uma ou duas vezes por mês. 

 

O delegado Samir Fouad disse considerar a pergunta absurda. “A Polícia não é particular, e está a serviço da população. Não admitimos que funcionários da Energisa façam isso na frente dos policiais”, esclareceu. 

 

Alex Redano também perguntou se já foram constatadas denúncias de crimes praticados pela Energisa. No final, a CPI decidiu apresentar requerimento solicitando informações, como a quantidade de boletins de ocorrência registrados contra a empresa.

 

O parlamentar disse ter considerado a reunião muito boa, devido ao pronto esclarecimento prestado pelo coronel Pachá e pelo delegado Samir Fouad. “Estamos avançando nas investigações e a CPI dará uma resposta para a população, que tem denunciado abusos cometidos pela Energisa”, disse Alex Redano.

 

 

Texto: Nilton Salina-Decom-ALE/RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

 

 

 


 
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