Porto Velho, RO – A gasolina voltou a subir em vários postos de Porto Velho nesta sexta‑feira (13), com o litro chegando a R$ 7,39 em alguns estabelecimentos, ante valores próximos de R$ 6,96 praticados até esta semana.
Motoristas e entregadores relatam estranheza, argumentando que parte dos postos ainda trabalha com estoque adquirido a preço menor e que o ajuste não parece casar apenas com o custo do barril do petróleo ou com impostos federais, o conselho administrativo de defesa econômica (CADE) terá que entrar em ação para investigar o caso do porque esse aumento.
Os postos que ainda vendem na faixa de R$ 7,19 ou pouco abaixo costumam ser aqueles que ainda não renovaram por completo o estoque, ou seja, usam gasolina comprada das distribuidoras, sendo que não teve aumento da Petrobrás.
À medida que esses estoques se esgotam, é esperado que o novo patamar de preços entre R$ 7,19 e R$ 7,39 se espalhe por toda a capital, pressionando ainda mais o orçamento de quem depende do carro para trabalhar ou se locomover.
Sendo que qualquer aumento é feito pela a Petrobrás e é feita oficialmente pelo o órgão, então porque desse valor absurdo.
Além disso, as tensões geopolíticas que envolvem países produtores de petróleo têm mantido o preço do barril próximo de US$ 100, o que alimenta reajustes sucessivos e gera desconfiança entre consumidores sobre até que ponto o aumento é “inevitável” ou “especulativo”.
Apesar da redução do PIS/Cofins sobre o diesel pelo governo federal, que resultou em queda pontual no preço desse combustível, a gasolina não teve o mesmo tratamento e segue subindo com frequência.
Isso reforça o questionamento de que, se o país já tem grande reserva de petróleo e produção doméstica, o reajuste não precisaria ser tão brusco, especialmente quando parte dos postos ainda tem estoque mais barato.
O aumento rápido também reacende debates sobre fiscalização de preços. Em Porto Velho, já há relatos de que a falta de fiscalização mais ativa do IPEM e do PROCON facilita simultânea variações de preços.
Para especialistas e consumidores, é necessário que o poder público acompanhe de perto os índices de revenda e apure possíveis abusos, especialmente quando o salto supera o impacto direto de impostos e custos de distribuição.
Fonte: rondonianoar.com.br













