Porto Velho (RO) – Trabalhadores do Consórcio Construtor Nova 364 iniciaram uma paralisação na manhã desta sexta-feira em diferentes frentes de serviço da empresa em Rondônia. O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (STICCERO), após sucessivas tentativas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 sem retorno por parte da empresa.
De acordo com o sindicato, a pauta de reivindicações inclui reajuste salarial, plano de saúde, vale alimentação e outros benefícios considerados essenciais para os trabalhadores. Segundo a entidade, apesar das tratativas realizadas, a empresa não apresentou posicionamento nem contraproposta às demandas apresentadas pela categoria.
Diante do impasse, o STICCERO publicou edital de convocação e iniciou o movimento paredista como forma de pressionar a empresa a retomar as negociações. O sindicato afirma que está adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar os direitos dos trabalhadores.
O presidente do STICCERO, Magno Barbosa, destacou que a paralisação é um instrumento legítimo de reivindicação e alertou para a possibilidade de ampliação do movimento.
“Os trabalhadores aguardam uma resposta da empresa. Caso não haja manifestação ou apresentação de contraproposta, todas as frentes de trabalho da Nova 364 em Rondônia poderão ser paralisadas. A greve é um instrumento legítimo de cobrança e defesa dos direitos da categoria”, afirmou.
A mobilização contou ainda com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Rondônia (SINTTRAR), da Força Sindical e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participaram das atividades realizadas durante a paralisação.
Segundo os representantes sindicais, uma nova avaliação do cenário será realizada na próxima segunda-feira. Caso a empresa continue sem apresentar contraproposta ao Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027, a orientação é pela ampliação do movimento, com a paralisação total das frentes de serviço do Consórcio Construtor Nova 364 em Rondônia.
Até o momento, a empresa não se manifestou publicamente sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.













