Mais de 90% da população brascileira com 10 anos ou mais utilizava a internet em 2025. Entre as pessoas idosas, o percentual chegava a 75%. Nesse cenário de crescente conectividade, o acesso à informação convive com desafios relacionados à circulação de informações falsas, golpes virtuais e conteúdos manipulados, especialmente em aplicativos de mensagens como o WhatsApp.
Para contribuir com o enfrentamento da desinformação em saúde entre pessoas idosas, uma série de cinco áudios foi desenvolvida com foco no compartilhamento pelo WhatsApp. Os conteúdos abordam os temas: saúde mental; vacina contra a gripe; HIV e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); automedicação; e diabetes e hipertensão.
- Acesse e baixe os áudios em: https://midi.unir.br/?page_id=
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Os temas e o formato dos conteúdos foram avaliados e selecionados pela estudante Mirla Oliveira Motta como parte de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). O trabalho foi orientado pelo professor Dr. Allysson Martins, coordenador do MíDI – Laboratório de Mídias Digitais e Internet.
“A nossa proposta é utilizar uma linguagem e um formato adequados e acessíveis para amplo compartilhamento no WhatsApp”, explica a estudante Mirla Motta. A iniciativa considera as necessidades específicas das pessoas idosas no enfrentamento da desinformação e na tomada de decisões relacionadas ao próprio bem-estar. A intenção é ampliar o acesso a informações íntegrassobre saúde.
A iniciativa considera as particularidades do uso das tecnologias digitais e dos hábitos de consumo de informação dessa população. “No WhatsApp, a circulação de mensagens em redes privadas e as interações entre familiares, amigos e conhecidos podem influenciar a credibilidade atribuída aos conteúdos recebidos, uma vez que a confiança em quem envia a mensagem pode pesar na avaliação de sua veracidade“, afirma o orientador, Allysson Martins, que publicou em 2025 um livro sobre desinformação em saúde durante a covid-19.
Para garantir a precisão da informação, a produção dos áudios foi orientada por estudossobre desinformação em saúde entre pessoas idosas e por documentos do Ministério da Saúde voltados a esse público. Entre as referências utilizadas estão a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, a Nota Técnica Saúde da Pessoa Idosa, do PlanificaSUS, e a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa.
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