Porto Velho registrou uma noite violenta na quarta-feira (15), com cinco mortes durante o terceiro dia de confrontos entre a Polícia Militar (PM) e o crime organizado. Entre as vítimas, dois eram suspeitos mortos em confronto com a PM, enquanto outras três pessoas foram executadas a tiros por criminosos em ataques na zona leste da cidade.
Desde o início da semana, os embates entre agentes de segurança e integrantes do Comando Vermelho resultaram em prisões, mortes e destruição de bens materiais, incluindo a queima de mais de 20 ônibus e outros veículos.
As mortes
Conforme informações da polícia, a noite de quarta-feira foi marcada por cenas de terror na capital. Criminosos armados atacaram diversos pontos da cidade:
- Primeira ocorrência: No bairro Socialista, bandidos dispararam contra um grupo de pessoas que estava na frente de uma residência. Carlos Alberto Teles Reis, de 26 anos foi atingido na cabeça e morreu no local.
- Segunda ocorrência: No bairro Ulisses Guimarães, criminosos que estavam em um carro passaram em frente a um bar e atiraram contra quatro pessoas. O pedreiro Fábio Mendes de Campos, de 41 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu antes da chegada do socorro.
- Terceira ocorrência: Ainda na zona leste, no bairro Socialista, um ciclista foi baleado por criminosos. Everton Carlos Menezes de Souza, 37 anos, morreu no local. A Polícia Civil já iniciou investigações para determinar se as execuções estão interligadas.
Além dessas mortes, dois suspeitos de integrarem o Comando Vermelho foram mortos em confronto com agentes da PM na linha 27, Ramal Rio das Garças, zona rural de Porto Velho.
Contexto dos ataques
Os ataques são reflexo de uma escalada de tensão entre a polícia e o crime organizado. Nos últimos meses, a PM intensificou operações contra facções criminosas no conjunto habitacional Orgulho do Madeira, localizado na zona leste da capital e dominado pelo Comando Vermelho.
Em uma dessas operações, realizada no dia 8 de janeiro, um dos líderes da facção foi morto pela PM. Detalhes sobre o ocorrido, incluindo o nome do suspeito, não foram divulgados pelas autoridades.
No último domingo (12), o cabo da Polícia Militar Fábio Martins foi assassinado com seis tiros na cabeça dentro do Orgulho do Madeira, onde morava. Ele estava de folga e acompanhado da esposa no momento do crime. A PM acredita que a morte do agente foi uma retaliação às recentes ações policiais contra o crime organizado na região.













