Amazonas – A falsa advogada Lucila Meireles Costa, de 42 anos, apontada como informante do Comando Vermelho no Amazonas, faleceu na última sexta-feira (22) em Teresina, no Piauí. A suspeita, que possuía forte trânsito no meio político amazonense, morreu em meio a tratativas para firmar um acordo de delação premiada com a Justiça.
Ela estava presa desde o dia 21 de fevereiro de 2026, como desdobramento da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, e encontrava-se sob custódia na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim.
O óbito ocorreu após um agravamento severo de seu quadro clínico, que vinha apresentando piora progressiva desde a sua entrada na unidade. De acordo com a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus-PI), Lucila foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e, posteriormente, precisou ser conduzida no dia 19 de maio para uma Unidade Hospitalar da rede pública aguardando regulação. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou que a causa da morte está associada a problemas de saúde pré-existentes.
Documentos da própria penitenciária confirmam que ela era portadora de doenças crônicas como Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus, fazendo uso contínuo de diversos medicamentos, incluindo Metformina, Hidroclorotiazida e Losartana. Dias antes da morte, a gerência da penitenciária encaminhou um ofício à Defensoria Pública do Amazonas relatando a gravidade do caso.
O documento, assinado pela gerente Livya Mara Martins Brasil, alertava que Lucila desenvolveu um quadro psiquiátrico grave, caracterizado por discurso prolixo, pensamentos confusos, delírios persecutórios e alucinações. A detenta relatava que pessoas tentariam matá-la e acreditava que sua comida estava envenenada, o que a levou a recusar totalmente a alimentação e a ingestão de líquidos, resultando em uma perda de peso expressiva, estimada entre 30 e 35 quilos em um curto período. Ela estava em acompanhamento sob a hipótese diagnóstica de Esquizofrenia Paranoide, medicada com Risperidona e Levozine. A própria direção do presídio admitiu formalmente que o local não dispunha de estrutura ou recursos técnicos para garantir o cuidado multiprofissional intensivo que a interna exigia.

Fonte: cm7brasil













