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Projeto de ciência cidadã com jovens ribeirinhos inicia novo ciclo de atividades no rio Madeira

Iniciativa transforma estudantes de escolas públicas em pesquisadores da pesca artesanal e expande atuação nas águas do Madeira em 2026

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3 de abril de 2026
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A bacia amazônica é o maior sistema de água doce do mundo, e sua compreensão é enriquecida quando a pesquisa é feita por quem vive às suas margens. Neste mês de março, a equipe técnica do projeto “Ciência Cidadã como ferramenta de pesquisa em escolas ribeirinhas” retomou as viagens pelas águas de Rondônia para iniciar um novo ciclo de atividades.

A iniciativa busca  estudantes voluntários de escolas públicas ribeirinhas e os capacita para atuarem como cientistas da pesca, realizando o monitoramento pesqueiro com pescadores, especialmente, de seu núcleo familiar,  contribuindo na coleta e análise de dados sobre os peixes e a pesca na sua comunidade . Neste ano, a atuação do projeto foi expandida para incluir mais duas unidades de ensino na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã.

O projeto  integra o Programa Ciência Cidadã para a Amazônia, uma iniciativa da Aliança Águas Amazônicas. O objetivo do programa é conectar organizações, democratizar a produção de conhecimento e empoderar os cidadãos para o manejo sustentável da pesca. Em Rondônia, a execução é da Ecoporé em parceria com o Laboratório de Ictiologia e Pesca (LIP/UNIR), com o apoio da Wildlife Conservation Society (WCS) e da Fundação Moore.

A metodologia insere a ciência na rotina comunitária. O projeto busca engajar estudantes que tenham pescadores em seu círculo de convivência social: sejam eles pais, avós, tios, vizinhos ou amigos.

A dinâmica é prática: o jovem cientista fica responsável por monitorar a atividade desse pescador. Por meio de entrevistas e coleta de dados, o aluno transforma o peixe que chega à mesa ou ao comércio local em informações científicas, unindo o saber tradicional à metodologia científica.

As águas amazônicas e as estradas como trajeto

Para chegar aos moradores, a equipe encara a logística amazônica saindo de Porto Velho. O trajeto exige diversificar o transporte e revela a diversidade da região, passando por paisagens e realidades que mudam completamente a cada etapa da viagem.

A 33 quilômetros da zona urbana de Porto Velho fica a escola de Cujubim Grande, e a 80 quilômetros está a de Jaci-Paraná. Embora o acesso a ambas seja terrestre, as duas comunidades estão erguidas às margens das águas amazônicas, conectadas diretamente à dinâmica dos rios que o projeto busca monitorar junto aos alunos.

Para chegar à escola de São Carlos, a 70 quilômetros da capital, a rodovia não basta: é necessário realizar a travessia fluvial no rio Madeira.

O grau de complexidade aumenta na rota para a Resex do Lago do Cuniã, a 100 quilômetros de distância. A equipe cruza o rio Madeira até São Carlos, percorre mais 13 quilômetros de estrada de terra — trecho que opera com capacidade mínima durante o atual período de chuvas — e, por fim, atravessa o lago em pequenas embarcações para chegar às escolas.

O percurso mais longo é o do distrito de Nazaré, localizado entre 100 e 150 quilômetros de Porto Velho. A expedição viaja de carro até a boca do rio Jamari e segue por uma hora de barco tipo voadeira até o destino final. São percursos extensos, mas formados essencialmente por vias fluviais que conectam a bacia Amazônica.

O tamanho do rio Madeira e o engajamento

Neste novo ciclo, o desafio da equipe é combater a evasão registrada no ano passado e consolidar a permanência dos jovens como pesquisadores ativos. Para reverter as desistências, o caminho adotado em 2026 foca na base estrutural: buscar um envolvimento maior das escolas e fortalecer o vínculo direto com gestores e professores, inserindo a iniciação científica e a pauta da pesca de forma mais orgânica na rotina escolar.

Além de ensinar a coletar dados, a continuidade do aluno no projeto exige uma mudança de perspectiva sobre o lugar onde ele vive e a importância da atividade pesqueira para sua comunidade. A analista ambiental do projeto, Dayana Catâneo, pontua que a participação efetiva começa pelo reconhecimento geográfico e cultural do território. A base do engajamento é fazer o jovem compreender o privilégio de ter o rio Madeira — o segundo maior rio da bacia Amazônica e com a maior ictiofauna já descrita — correndo no quintal de casa.

Ao mapear a riqueza das espécies locais e entender a importância da pesca para a subsistência das comunidades ribeirinhas da região, o estudante ressignifica o próprio entorno. “Eles passam a valorizar o conhecimento tradicional de suas próprias comunidades. O projeto aproxima a ciência da realidade deles”, sintetiza a analista.

De Terra Caída para Brasília

O engajamento dos estudantes conta com o incentivo de bolsas do programa “Jovem Cientista da Pesca Artesanal”, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e CNPq. Recentemente, o impacto dessa política ganhou contornos nacionais.

A jovem cientista Fernanda Oliveira representou os bolsistas de Rondônia no lançamento do novo edital do programa, em Brasília. A trajetória da estudante reflete o público do projeto: ela mora na comunidade de Terra Caída e, diariamente, utiliza o transporte fluvial para ir à escola em São Carlos.

“Eu creio que, nessa nova etapa, nós podemos criar boas expectativas pelo fato de ter mais alunos interessados e querendo participar, e com isso ter um aumento na coleta de dados”, projeta Fernanda.

A ciência no “quintal de casa”

A aplicação do método científico na rotina alimentar gera uma mudança de percepção nos jovens, que passam a atuar como jovens investigadores de sua própria realidade. O biólogo e integrante da equipe técnica, Felipe Lins, acompanha estudantes que entraram no projeto nos primeiros anos do ensino médio.

“Eles têm como objeto de pesquisa os peixes e a pesca no ‘quintal de casa’. A partir disso, começam a se perceber como ribeirinhos e a entender a magnitude do trabalho de seus próprios familiares. É uma sensação indescritível de orgulho”, relata Lins.

O biólogo detalha como o vocabulário das famílias se transforma com as anotações. “Vi alunos que eram alheios à atividade pesqueira se indagarem, meses depois, por meio de coletas feitas por eles: ‘por que comemos menos branquinhas que antes?’ ou ‘nossa, eu não reparava qual espécie de peixe eu comia’.”

A produção científica se funde à subsistência. Lins cita o envio recente de um vídeo por um aluno. Na gravação, enquanto o estudante media o peixe com rigor metodológico, ele e a mãe já conversavam sobre a produção de farinha programada para o mês seguinte.

A geração de conhecimento é horizontal. Jamile Ferreira, graduanda de Biologia da UNIR e integrante da equipe técnica, resume o impacto de fazer ciência com a comunidade: “Assim como os alunos, eu também venho adquirindo conhecimento com os resultados coletados por eles. É muito gratificante ver que o empenho deles está gerando bons resultados para a pesquisa.”

Texto: Joshua Lacerda
Foto:  Joshua Lacerda/Acervo Ecoporé
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